
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Portugalidade extinta

Gorecki
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
A hipnose e a Paixão

sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Criatividade, procura-se


terça-feira, 31 de agosto de 2010
Utopia

segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Ser Pai


sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Andar atrás do mundo



quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Irreverência com classe

segunda-feira, 5 de julho de 2010
A Colina Verde sem o Tristão

Sunday 25. July Lohengrin
Tuesday 27. July Das Rheingold
Wednesday 28. July Die Walküre
Thursday 29. July Parsifal
Friday 30. July Siegfried
Sunday 01. August Götterdämmerung
Monday 02. August Die Meistersinger von Nürnberg
Tuesday 03. August Lohengrin
Thursday 05. August Die Meistersinger von Nürnberg
Friday 06. August Lohengrin
Saturday 07. August Parsifal
Sunday 08. August Das Rheingold
Monday 09. August Die Walküre
Tuesday 10. August Parsifal
Wednesday 11. August Siegfried
Thursday 12. August Die Meistersinger von Nürnberg
Friday 13. August Götterdämmerung
Saturday 14. August Parsifal
Sunday 15. August Die Meistersinger von Nürnberg
Tuesday 17. August Lohengrin
Wednesday 18. August Parsifal
Thursday 19. August Die Meistersinger von Nürnberg
Friday 20. August Das Rheingold
Saturday 21. August Die Walküre
Sunday 22. August Lohengrin
Monday 23. August Siegfried
Wednesday 25. August Götterdämmerung
Thursday 26. August Parsifal
Friday 27. August Lohengrin
Saturday 28. August Die Meistersinger von Nürnberg
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Os bozzetti de Ricci




sexta-feira, 11 de junho de 2010
Tapeçarias de Pastrana - imagens de glória

quinta-feira, 20 de maio de 2010
A 3ª Guerra mundial

quinta-feira, 8 de abril de 2010
O vazio, pelas palavras de outra pessoa

quarta-feira, 7 de abril de 2010
Pascoálias


domingo, 21 de março de 2010
A Primavera

Giuseppe Arcimboldo, A Primavera
terça-feira, 9 de março de 2010
Mulhercídio

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Make love

Este vinho, bebido há dias, à lareira, entranhou-se-me. And you know why?
Começou por me provocar. Com o seu cheiro. O nariz transmitiu-me sensações de volúpia e tive de proibir a boca de o beber. Aquela sensação tinha de durar. Mais e mais. Queria bebê-lo, mas não já. Na ânsia de o cheirar com maior intensidade, mergulhei o nariz no copo. Foi então que este se inclinou, e o vinho se roçou nos meus lábios. Veludo. O vinho tinha a forma de uns lábios suaves, sábios na arte de amar. Gradualmente, o cheiro e o sabor tomaram a forma do desejo. Estranho, como um vinho se entranha e provoca a urgência de se consumir o desejo. Levantei os olhos para a chama que dançava na lareira, movimentos de um erotismo profano. Algures, fechei os olhos, e estive contigo, chama.
Luxo é


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Tindersticks nas Caldas

terça-feira, 26 de janeiro de 2010
30 anos

sábado, 23 de janeiro de 2010
Avec le temps, va, tout s´en va

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Lhasa de Sela

sexta-feira, 13 de novembro de 2009
tindersticks

Coincidências

terça-feira, 10 de novembro de 2009
Referendos, para que vos quero?

Sabemos que as sociedades gregas e romanas eram permissivas na aceitação das ligações homossexuais. E de outras coisas que ainda hoje se condenam. Foi há milhares de anos. Depois veio o cristianismo e novos códigos de conduta para limpar os excessos do regime romano. Mais tarde o islamismo veio reforçar a não permissividade das condutas ditas amorais. Falo só das religiões que congregam as grandes plebes.
Aqui, neste cantinho europeu, quase em 2010, quer-se legalizar as uniões homosessuais. Tudo tem que ser lido com o respectivo enquadramento. Hoje, existe uma exponencialmente crescente onda de homossexualização. Travá-la? Para quê? Porquê? Por não se concordar com ela? Por não se aceitar o tipo de relações que está por detrás? Hipocrisia pura. Estas tendências, mais não são do que o produto da sociedade que se foi moldando. Uma sociedade que aprendeu a evoluir em velocidade, a rejeitar o passado, a projectar-se num futuro cheio de insatisfações e, por isso mesmo, impelida a ir cada vez mais depressa, numa fuga para a frente, na busca insaciável da satisfação. Uma satisfação efémera, que se esfuma mal se alcança, e que nos devolve o corpo e a alma, transfigurados, numa corrida alucinante à procura de novas sensações, de novos choques, de novos confrontos, de novas formas de estar, ser e pensar.
Fica de fora a forma de sentir. Já ninguém liga aos sentimentos. Importa apenas consumir sem ser consumido. Os políticos vão na onda e o mundo pula e avança. Com mais ou menos mariquices.
Querem legalizar o aborto? Referende-se. Querem legalizar as uniões de lésbicas, gays e travestis? Referende-se. Querem mais mulheres na Assembleia, no Governo, nas direcções das empresas? Referen... Não, aqui basta estabelecer quotas. Porquê diferente? Não nos convém assumir que somos uma sociedade machista, claro!
Será que os referendos ajudam a lavar as mão como Pilatos? Triste país, vivendo em permanente estado inculto, que deixa nas mãos de quem não educou para decidir, a decisão sobre o que quer que seja. Daí, os governos que temos tido. Claro, a democracia. A tal que foi criada pelos Gregos. Os tais.
E o governo que deveria ser laico, ainda pondera referendar! ou seja, aceitar perpetuar a sujeição ao domínio eclesiástico. De onde, por coincidência, vem uma percentagem razoável de gays. Sinistra hipocrisia.
Nesta guerra quixotesca, avancem com as cartas para cima da mesa e confessem lá o que vos move. Sabemos bem como são cada vez mais fortes as organizações de homossexuais. Sabemos bem o poder económico que representa essa parcela da sociedade. Sabemos então tudo: poder e dinheiro.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Prece por Portugal

sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Exótico

quarta-feira, 30 de setembro de 2009
A evolução da espécie

Quando passo os olhos por um Livro de Horas, como o de cima, e vejo a iminência da invasão do Kindle, não posso deixar de pensar na enorme evolução que tal representa. Em nome da equação simplista "explosão demográfica-consumismo". Mas não posso evitar o reconhecimento da perda de qualidade estética, do valor humano intrínseco (direi iluminuras iluminadas) numa obra que podia demorar a vida de uma pessoa a ser produzida. E apenas acessível a escassas dúzias de pessoas. O contraponto do kindle, é a acessibilidade universal, a resposta consumista à massificação que obriga a criar alternativas rentáveis. São em catadupa exemplos como este. É a satisfação "low cost" das necessidades. Neste caso, culturais. Mas com a nivelação por baixo.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Vinho sobreaquecido

Estão previstas para as próximas dezenas de anos, na Europa vinhateira, subidas de temperatura, progressivas, atingindo no final do século, o número assustador de mais 6 graus em média, relativamente ao seu início. Trata-se de um ritmo demasiado rápido para a natureza se adaptar. Provavelmente, adivinham-se novos surtos de doenças nas vinhas, com o incremento do grau de apodrecimento, já para não falar das consequências das previsíveis inundações.
E assim, coloca-se a questão: como vão reagir as vinhas? Certamente um "terroir" de hoje não manterá o mesmo tipo de produção daqui a uns anos. E sa a temperatura sobe globalmente, amanhã a Inglaterra terá a temperatura que a França tem hoje. Aliás, o sul de Inglaterra já vai produzindo pequenas quantidades de vinhos (Denbies, Dorking, Surrey) de respeito. O mapa vinhateiro pode alterar-se significativamente. Néctares que criaram uma auréola mítica à sua volta nos últimos cem ou duzentos anos, estarão condenados. Vamos então passar a ter "Montrachet" na Escócia? Vinho do Porto no Exe Valley?
Só vejo uma solução: as entidades ligadas ao vinho, começando nos produtores, e sem excluir os jornalistas, devem pressionar os governos para a tomada de medidas que contrariem o aquecimento global. Não temos muito tempo. Podemos começar já em Dezembro, na cimeira das Nações Unidas, em Copenhaga.
Georges Seurat - st denis
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Clássicos (em tons de Outono)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009
La donna
La donna. "A mulher" soa lindamente em italiano. Continuo com obras de Alberto Sughi, que descobri recentemente. Ilustram a Mulher. A mulher é o antídoto para a depressão dos dois posts anteriores (ironicamente separados pela silly season). Mesmo feia, se tiver uma séria dose de sensualidade, a mulher torna-se a atracção que apetece consumir. Consumir é viver. Vivê-la. E vivê-la é vivermos.
A mulher que não apetece consumir, é a que não evidencia inteligência. A que olha apenas para a superfície dos espelhos. A que diz que colocou silicone, mas que pediu ao médico para achatar... o cone. Silly. A que abre desmesuradamente os olhos quando não entende o que se lhe diz. A que não pestaneja, quando lhe dizemos que o mundo acaba dentro de 13 minutos. A que não ri. A que não... nos atrai. Porque nos afasta. Estas mulheres estão reservadas para os homens que as outras mulheres não consomem.Viver até pentear cabelo cinzento


Refiro-me às múltiplas facetas da falta de qualidade de vida.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Os Velhos que desistiram de ser Jovens

Vou pela rua fora e vejo naquele passeio descendente pessoas cabisbaixas, tristonhas, inseguras.
Vejo, no centro da apatia que nos consome a existência, lutadores de braços caídos, pessoas com muito para dar à sociedade, que anseiam pela reforma, que rezam para os mais jovens lhes tirarem o lugar. Triste!
Vejo pessoas de meia idade classificarem-se como velhos, ansiando por fugir da ribalta produtiva, envergonhados do trabalho que produzem, elevando às alturas as capacidades dos jovens. Afinal, estes novos-velhos, a quem querem enganar se não a eles próprios...
Vejo os novos-velhos desistindo de levar a sociedade a melhor porto, com embaraço pelos níveis de destruição do planeta, com consciência da inutilidade da sua vida. E olham para os jovens como a tábua de salvação. Oxalá tenham razão, mas primeiro convinha educar convenientemente esses jovens a quem se vai colocar a responsabilidade de dar a volta ao desastre em que esta sociedade se tem transformado.
Vejo novos-velhos fugindo cobardemente, sabendo que não providenciaram a correcta educação a todos aqueles que agora querem que os substituam. E que se preparam para apontar o dedo aos falhanços dos jovens que ajudaram a promover.
Vou pela rua fora e vejo naquele passeio ascendente, pessoas descontraídas, seguras de si.
Vejo jovens alheados do seu papel na sociedade. Seguros de si, para o imediatismo, mas pouco acostumados a pensar numa estratégia de vida. Creem-se seguros das suas opiniões mas determinados a adiar a sua entrada no processo de construção da sociedade. Com poucas ou nenhumas referências que lhes permitam questionar as suas convicções, compradas com escassas reticências, às televisões, aos filmes, aos amigos. Desconfiando dos professores que tiveram, dos gestores que caíram em desgraça, dos políticos que não tiram resultados das solucções apregoadas. Pior ainda, dos pais que eles vêem transformados em novos-velhos, prontos a empurrá-los para fora do ninho, para que procurem assegurar a sua reforma.
Vejo jovens seguros de si, a entrar no mercado de trabalho, tentando disfarçar o pânico que os invade, ao aperceberem-se que estão sem rede, que os ventos são muitos e os tentam derrubar da linha de equilíbrio. Jovens também seguros de si, porque viam os pais como a eterna solucção da sua vida sem rumo. Jovens que agora realizam o embuste, se sentem enganados e apontam o dedo aos novos-velhos.
Desviando-me dos diversos dedos apontados, passo a vida a atravessar a rua de um lado para o outro, tentando viver em vida. Triste, por ver que as pessoas ensurdeceram perante os valores da sociedade ocidental. Desalentado, por saber que vamos deixar uma pesada herança a quem não tem forças para a carregar. Desanimado, por não ouvir as vozes dos diversos poderes instituídos, falar desta conjuntura muito pouco brilhante, ignorando a necessidade de trazer ímpeto renovador aos novos-velhos, criando as bases da rampa de lançamento dos jovens. Lançando-os para o futuro de todos nós.
E, todavia, a esperança segura-me. Não posso acreditar que a humanidade tenha perdido totalmente o seu instinto de sobrevivência.
Van Gogh - Velho em sofrimento
sexta-feira, 3 de julho de 2009
A Casa de Wagner e Cosima
Wahnfried, A Casa de Wagner e Cosima.
Ca´Vendramin Calergi, Veneza

Cosima Wagner






